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Valter Bitencourt Júnior

valterbjunior57@gmail.com

Meu ego

Quero muito mais

Do que um café com açucar,

Quero um café amargo,

Que penetre em minha

Memória, e leve-me além,

Muito além da minha

Imaginação.

Ou quem sabe uma dose

Qualquer,

Que rasgue a minha garganta,

E faça eu dizer

– Coloque outra,

Hoje chegarei em casa embriagado!

Quero muito mais do que beijos,

Cafuné, um simples consolo

De que nem tudo é como

Deve ser, que tudo pode mudar

Ao longo do tempo,

E que o tempo sabe falar,

E quando fala é sábio.

Quero muito mais do que uma pedra,

A argumentar o que se passa no

Mundo – não quero saber de nada!

Quero tudo o que eu tenho direito,

Quero principalmente o coração

Do universo, quero tudo

Para depois entregar-lhe de presente,

E doar-me a você.

Quero muito mais, e o seu querer,

Quero o seu querer,

E juntos vários quereres a se

Complementar – eu e você!

Quero tudo àquilo que for puro,

Quero a água da cisterna

Para beber,

E depois me benzer,

E seguir em frente.

Quero que a minha mente

Regresse apenas

Para ver os melhores momentos

Da minha vida, e quanto aos piores,

Ahhhh, quero sorrir, e dizer,

Que muito tenho vencido na vida.

Meu eu egoísta, quer muito mais,

Quero o que de fato me pertence,

Quero possuir o que de fato me

Pertence, ou tudo àquilo

Que creio eu me pertencer:

– Quem sabe o seu amor?

Oh, vida, de quimeras!

Um asilo já não nos caberia

Mais.


Valter Bitencourt Júnior